PDF Imprimir E-mail

Colecistectomia (retirada da vesícula biliar)

Última atualização em Qua, 21 de Janeiro de 2009 21:18

   A colecistectomia é um dos procedimentos cirúgicos mais comumente realizados na cirurgia do aparelho digestório, normalmente devido à litíase (pedra) de vesícula biliar. Seu emprego teve um grande impulso e aumento da aceitabilidade com o surgimento da via vídeo-laparoscópica de cirurgia.

   A retirada cirúrgica da vesícula biliar (colecistectomia), tem sua indicação principalmente em três doenças:

1) Litíase (pedra) da vesícula biliar;

2) Pólipos de vesícula biliar;

3) Tumores da vesícula biliar.

   A vesícula têm a forma semelhante a uma pêra, ficando localizada logo abaixo do fígado, na região superior e à direita do abdome. O procedimento cirúrgico consiste, basicamente, na ligadura da artéria que nutre a vesícula biliar com sangue (artéria cística) e do ducto que esvazia a bile da vesícula biliar (ducto cístico), seguido do descolamento da vesícula biliar do fígado.

   O procedimento cirúrgico habitualmente é realizado pela via vídeo-laparoscópica, popularmente conhecido por cirurgia a "laser". Algumas situações clínicas são contra-indicações relativas ao procedimento vídeo-laparoscópico, situações como:

   - Cirurgias abdominais prévias: cirurgias antigas na parte superior do abdome podem ocasionar formaçoes de aderências, o que dificulta o procedimento cirúrgico pela via vídeo-laparoscópica.

   - Doenças pré-existentes: problemas pulmonares, cardíacos, de coagulação, obesidade, dependendo da gravidade podem contra-indicar o procedimento.

   O procedimento vídeo-laparoscópico, consiste na insuflação de dióxido de carbono (CO2) na cavidade abdominal (barriga) do paciente, permitindo que o cirurgião posicione uma câmera de vídeo pela cicatriz umbilical, e através dela observe o interior do abdome. Auxiliado por algumas pinças posicionadas através da parede abdominal (incisões de aproximadamente 1cm), o cirurgião realiza o procedimento de colecistectomia. Confira um vídeo demonstrativo abaixo.

   Em algumas situações durante o procedimento cirúrgico, como sangramento, alteração da anatomia, inflamação intensa, o cirurgião necessita converter a cirurgia do método vídeo-laparoscópico para o método aberto. Isso ocorre em aproximadamente 2% das cirurgias eletivas, e em cerca de 7-10% das cirurgias de emergência.

   A conversão também pode ser necessária em situações que a doença é de gravidade maior que o inicialmente previsto, necessitando de outro tipo de intervenção cirúrgica para sua correção.

   A conversão consiste na realização de uma incisão de aproximadamente 10-20cm no quadrante superior direito do abdome.

 
Método convencional de colecistectomia
  
Método vídeo-laparoscópico de colecistectomia

 Método aberto: incisão de cerca de
10-20cm.

 

 Método vídeo-laparoscópico: quatro
incisões de cerca de 1 cm.

  As vantagens do método vídeo-laparoscópico são: recuperação mais rápida, menor dor pós-operatória, melhor resultado estético. Vale lembrar que ambos os métodos tratam a doença da mesma maneira, a diferença é o meio que o cirurgião realiza o procedimento.

   O procedimento de colecistectomia é considerado um procedimento seguro e amplamente realizado, entretanto não é isento de riscos, dentre eles:
- Complicações gerais de qualquer procedimento cirúrgico (sangramento, infecção, cicatrização imperfeita da incisão cirúrgica, hérnia no local da incisão cirúrgica, trombose);
- Lesão das vias biliares;
- Fístula (vazamento) de bile;

   O tempo de recuperação após o procedimento cirúrgico vídeo-laparoscópico se situa em torno de 10 dias. Esse período depende da atividade profissional exercida pelo paciente e por características individuais. Esse período é um pouco mais extenso nos casos em que o procedimento é realizado pelo método convencional (aberto).

   O preparo pré-operatório consiste em: jejum de 12 horas antes do procedimento cirúrgico e um bom banho.

   Normalmente o perído de internação é cerca de 24 horas após o procedimento, período que pode ser aumentado em casos específicos. Pode-se esperar sentir um pouco de dor principalmente no local das incisões (cortes) cirúrgicos, dor no ombro e e náuseas e vômitos nas primeiras 12 horas. Sair da cama é permitido e estimulado, assim que o paciente se sentir apto. A recuperação é progressiva, geralmente o paciente sente-se melhor dia após dia. Normalmente o paciente recebe alta assim que aceitar bem uma dieta líquida.

   No período pós-operatório, já em seu domicílio, as seguintes orientações devem ser observadas:

- O paciente deve evitar ficar somente deitado, procurando caminhar levemente.
- Evitar alimentações muito gordurosas, preferir alimentações mais leves, permitindo uma recuperação do organismo.
- Evitar esforços físicos de grande intensidade;
- Manter seu curativo cirúrgico limpo e seco;
- Tomar regularmente as medicações receitadas pelo seu médico;
- Comparecer as consultas de reavaliação agendadas pelo médico.

   Algumas situações necessitam de avaliação médica no período pós-operatório, em caso de:
 - Apresentar febre constante (acima de 38 graus celsius);
- Começar a ficar com a pele ou olhos amarelos;
- Tiver náuseas e vômitos;
- Sangrar a ferida operatória continuamente;
- Aumento da dor abdominal ou inchaço do abdome;
- Tiver calafrios;
- Falta de ar ou respiração curta;
- Mostrar secreção pela ferida operatória.

 

Não encontrou o que procurava? Tente nossa sessão de perguntas frequentes.

 

Termo de consentimento informado - Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Essas informações não possuem a intenção de substituir conselhos médicos profissionais. Você não deve utilizar essas informações para diagnosticar ou planejar um tratamento para um problema de saúde sem consultar um médico qualificado. Se você está em alguma situação que coloque em risco sua saúde ou de emergência, procure ajuda médica.

 

 

Ache o que você deseja.

  • Orientações ao paciente
  • Orientações ao paciente
  • Orientações ao paciente